
Morre lentamente...
quem não lê
quem não viaja,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente...
quem destrói seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente...
quem se transforma em escravo do hábito
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente...
quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos
e os corações aos tropeços.
Morre lentamente...
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, ou amor,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite, pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Viva hoje!
Arrisque hoje!
Faça hoje!
Não se deixe morrer lentamente!

Palavras ao Vento
Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso. Algum tempo depois, descobriram que era inocente. O rapaz foi solto, após muito sofrimento e humilhação, e processou o homem. No tribunal, o homem disse ao juiz:
- Comentários não causam tanto mal...
E o juiz respondeu:
- Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel. Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir a sentença!
O homem obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
- Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!
- Não posso fazer isso, meritíssimo! - respondeu o homem - O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!
Ao que o juiz respondeu:
- Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado.
Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada!
"Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras."

Fazer a diferença...
Um famoso escritor se refugiou numa ilha de pescadores na intenção de escrever um livro. Todas as manhãs, ele caminhava pela praia para relaxar e buscar a inspiração e ao entardecer começava a escrever.
Numa certa manhã, algo lhe chamou a atenção. Um vulto ao longe parecia bailar e, curioso, ele se aproximou para ver de perto. Chegando bem perto, ele viu um menino devolvendo as estrelas do mar de volta para a água.
Esta cena se repetiu por vários dias, até que um dia, intrigado, ele se aproximou da criança e lhe perguntou porque todos os dias ele as devolvia para o mar.
O menino lhe respondeu que ele estava salvando as estrelas do mar, devolvendo-as ao oceano, pois o sol do meio-dia as destruiria. O escritor riu, com um ar de descaso, e disse-lhe:
- Menino, veja só esta praia! Que diferença isso pode fazer? Nela há milhares de estrelas do mar, e agora, no mundo todo, há milhares de milhares que você não conseguirá salvar.
A criança, olhando para a estrela que ainda estava em sua mão, respondeu:
- Moço, para esta aqui eu fiz a diferença.
Com essa resposta, o escritor voltou para sua casa, e não conseguiu mais escrever nesse dia. Tão pouco conseguiu dormir quando a noite chegou. Logo pela manhã ele voltou à praia e junto com a criança, devolveu várias estrelas para o mar...
E você, quer fazer a diferença?
(autor desconhecido)

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade..."
Carlos Drumonnd de Andrade
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Aos amigos que me visitam sempre, peço desculpas mais uma vez pela minha ausência que, aliás, parece aumentar cada vez mais.
Estou em falta com muitas visitas, mas prometo que assim que possível,
coloco todas em dia. Saibam que adoro vocês...
Um beijo e uma ótima semana pra todos! 

Um homem de idade já bem avançada veio à clínica onde trabalho, para fazer um curativo na mão ferida...
Estava apressado, dizendo-se atrasado para um compromisso, e enquanto o tratava perguntei-lhe qual o motivo da pressa. Ele me disse que precisava ir a um asilo para, como sempre, tomar o café da manhã com sua mulher que estava internada lá.
Disse-me que ela já estava há algum tempo nesse lugar porque tinha um Alzheimer bastante avançado.
Enquanto acabava de fazer o curativo, perguntei-lhe se ela não se alarmaria pelo fato de ele estar chegando mais tarde.
- Não, ele disse. Ela já não sabe quem eu sou. Faz quase cinco anos que não me reconhece.
Estranhando, lhe perguntei:
- Mas, se ela já não sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?
Ele sorriu e dando-me uma palmadinha na mão, disse:
- É... Ela não sabe quem eu sou, mas eu, contudo, sei muito bem
quem é ela.
Meus olhos lacrimejaram enquanto ele saía e eu pensei: Esse é o tipo de amor que quero para a minha vida.
(autor desconhecido)
“O verdadeiro amor não se reduz ao físico, nem ao romantismo.
O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é, do que foi, do que será e... do que já não é.”